E o Breno inventou um festival de sopas que veio bem a calhar nesse feriado (que pra mim não foi feriado, mas tudo bem). Minha contribuição foi um creme de abóbora -- com cara de sopa de cenoura e gosto de canja. Foram servidos também sopa de capelleti, de tomates e sopa de feijão. Esta última levou um bom punhado de pinga na receita, o que deixou os convidados bastante sorridentes.
O tal creme de abóbora foi mais ou menos simples. Usei abóbora (que surpresa!), batatas, cebola, tomates, alho, coxas de frango para o caldo e temperos. E foi assim:
Deixei as cebolas refogando na manteiga enquanto temperei as coxas com cominho em pó, pimenta síria, alho e sal. Elas logo foram para a panela fazer companhia ao refogado.
(Tirem as crianças da sala!)
Os tomates ficaram pelados antes de se juntarem às coxas, que a essa altura estavam já bastante gostosas, douradas e apimentadas pelo calor do momento.
(Ok, podem trazer as crianças de volta.)
A esse refogado adicionei água e fui preparando o caldo (usei um pouco de pó para caldo também), ajustando o sal, até colocar lá dentro algumas batatas e um pescoço de abóbora, todos devidamente esfaqueados. Exagere no cominho e na pimenta neste momento se quiser estragar a receita.
Depois que tudo cozinhou, tirei os pedaços de frango lá de dentro e guardei para outro caldo. Usei um amassador para fazer um purê das abóboras, mas não gostei da textura. Então bati tudo no liquidificador, voltei à panela, coloquei uns temperos verdes (basicamente salsinha e cebolinha).
Como o gosto de canja permanecia, acabei usando um tanto mais de abóbora para um purê em separado. Adicionei ao creme só na hora de servir, com um pouco mais de temperos verdes que deixaram o prato bonito.
Teve gente que repetiu!
Mas a sopa de pinga estava melhor, com certeza.
12 junho 2009
10 junho 2009
Feira de vinhos

Na próxima terça-feira, 16 de junho, a Vino! promove uma feira de vinhos espanhóis na loja do Batel, em Curitiba. Estarão lá 14 produtores, de nove diferentes regiões da Espanha -- aquelas já consagradas, como Rioja e Ribera del Duero, e as consideradas "emergentes" no mercado espanhol e europeu, como Alicante, Yecla, Toro, Priorato e Castilla y León.
Os produtores que participam da feira: Aalto, Abadia Retuerta, Protos, Mas Perinet, Vinya L'hereu, Sierra Cantabria, Izadi, Finca Allende, Javier Asensio, Vetus, Castaño, Sierra Salinas, Domínio Eguren e Dehesa de Rubiales.
Os convites custam 80 mangos. Mais informações aqui.
09 junho 2009
Mania de sopas
A culpa é da dona Geni, minha mãe, que nunca deixou que faltasse sopa em casa nos dias frios. E agora, nesse prematuro inverno curitibano, ando também eu com essa mania.
Na última segunda de manhã, cozinhei 3 batatas-baroa (mandioquinha) com 2 cenouras num caldo de galinha, com um pouco de sal e pimenta. Esperei amornar, bati no liquidificador, guardei na geladeira e fui trabalhar. Passei o dia pensando no tal creme de mandioquinha com cenoura. Ali por 23h, quando voltei para casa, refoguei cebola e alho com um bom tanto de azeite e manteiga, que logo receberam a companhia do creme preparado pela manhã. Assim que ferveu adicionei uma colher de requeijão cremoso, alguns temperos verdes e um tantinho de gengibre ralado.
Um prato só corrige o frio de um dia inteiro.
E hoje tem mais!
Marcadores:
Creme de mandioquinha com cenoura,
receitas,
sopas
08 junho 2009
E o bolo rendeu
Nem era pra tanto, mas o post do bolo de maçã rendeu, e muito. Mais que o próprio bolo.
Tudo porque sugeri deitar a canela sobre as maçãs peladas. Fica a ressalva: não confundam com "deitar pelado sobre as maçãs com canela", nem qualquer outra variação. Quero dizer, não vou repreender quem o fizer, estamos numa sociedade livre e democrática.
Só não precisa me contar.
Também recebi a sugestão de transformar o blog num algo erótico-culinário, na linha "Sabrina" na cozinha (neste caso, bem mais que maçãs peladas). Mas não, obrigado.
Por fim, o ato de divulgar o endereço do blog com a receita do bolo para os que o comeram foi encarado como armadilha de marketing (algo na linha sampling, marketing de experiência com direito a viral no twitter). Também não, mas o Google me conta que houve um aumento de incríveis 1.000% na taxa de visitação do blog naquele dia. Só não me perguntem qual era a base de comparação.
Rendeu, não?
05 junho 2009
Bolo de maçã e canela
Pois já faz um tempinho que sexta-feira é sinônimo de comilança na editoria de Economia da Gazeta. É a chamada "sexta das especialidades". E eu resolvi, desta vez, levar bolo de maçã e canela.Sobre 2 maçãs grandes (ou 3 médias) peladas e picadas, deita-se uma colher de chá de canela em pó e suco de meio limão. Separa-se. Entretanto, prepara-se a massa: sem batedeira, nessa ordem, misturam-se 2 colheres de sopa de manteiga derretida, 2 ovos batidos, 1 + 1/2 xícara de açúcar, 1 + 1/2 xícara de farinha de trigo e 1 colher de sopa rasa de fermento em pó. A essa massa juntam-se as maçãs picadas. E aí é só colocar numa forma untada (20cm x 20cm), que vai ao forno por cerca de 30 minutos, na força média. Na hora de servir, canela e açúcar de confeiteiro polvilhados colaboram no visual.
Obs. 1: a fome da turma da redação é de anteontem, então dobrei a receita.
Obs. 2: pode-se usar uma forma de pão pequena. Desenforma-se e polvilha-se o açúcar e fica muito bonito.
Obs. 3: este bolo foi o grande campeão do evento Il Sabato Stupendo!, realizado há alguns anos, na categoria "bolo de maçã com açúcar em cima". Era o único nessa categoria.
Obs. 4: a foto não é grandescoisa, mas com o tempo eu aprendo a fotografar comida.
Marcadores:
Bolo de maçã e canela,
doces,
receitas
02 junho 2009
Clocks
Pois não é todo dia que se encontra um café bacanudo tão perto de casa.
Eu já tinha ouvido falar que o bairro do Bacacheri (esse mesmo, o da vaca Cherry) era uma cidade à parte dentro de Curitiba. Mas tenho me surpreendido com frequência.
O "Clocks Café e Sanduicheria", de onde escrevo este post, fica ao lado da base aérea, na rua Holanda, esquina com Erasto Gaertner. Ambiente bacanudo, internet rápida e grátis, jornais e revistas. Tem um café muito bom (tô tomando um latte agora), e um cardápio de sanduíches que promete: são 25 variedades, 9 delas vegetarianas.
Tá cedo pra comer, mas outro dia eu escrevo só sobre a comida do lugar.
Mais sobre o lugar aqui.
01 junho 2009
Sábado de comidinhas
E o sábado foi de comilanças, e eu nem precisei ir pra cozinha (vai ver por isso estava bom).
No almoço, a convite do Claudemir, fomos surpreendidos já nas entradas com uma espetacular bruschetta de cogumelos portobello, que vão ao forno sobre pão e queijo estepe depois de salteados na manteiga.
No menu principal, batata rosti, risoto ao quatro queijos e salmão recheado -- este aqui temperado com aquele limão caipira de casca laranja, que faz toda a diferença.
Mas o destaque ficou mesmo na sobremesa: creme Beneli com calda de malbec. Ah, nunca ouviu falar? Bom, é que a receita é do próprio Claudemir Beneli. Mas a humildade do chef o impedia de dar um bom nome para o prato, e ele estava chamando de polenta doce.
Mas que fique registrado: se um dia você comer polenta doce de sobremesa, o nome certo é Creme Beneli. Chegamos à denominação correta, eu, Cícero e Barbara, Oliver e Sabrina, após muita discussão.
* * *
Eis que no meio do almoço recebo o convite para o jantar: tainha fresca, recém-chegada da praia, na casa Guilherme/Juliana. Não recusei. O peixe foi aberto, temperado basicamente com tomates e cebola picadinhos, sal, limão e ervas, e assado no forno. Fizemos uma boa farofa com as ovas e a Juliana ainda preparou uma moussaka para acompanhar.
Destaque para um branco Cheverny levado pelo Christian que acompanhou muitíssimo bem a tainha.
* * *
No domingo, não almocei. Nem precisava.
Assinar:
Postagens (Atom)
